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Estreando Curta-metragem na Mostra Cinema Conquista, Denis Martins afirma que apesar dos poucos recursos, a produção audiovisual ainda é possível de ser feita.


Por Maiara Pinheiro e Talisson Santos

Em conversa com o Megafonte, Denis Martins, estudante de cinema e audiovisual e também diretor do curta metragem “A fome de Glauber” falou da importância do cineasta Glauber Rocha para o cinema brasileiro e  como se sentiu ao ter seu filme selecionado para ser exibido na 14ª Mostra de Cinema Conquista.
“Glauber lutava contra a dominância dos filmes americanos no Brasil e criticava o pouco espaço para os filmes brasileiros” foi assim que enfatizou Denis, ao falar do grande legado de Glauber Rocha que foi inspiração para seu curta. Ao falar da mostra cinema conquista ele salienta que contempla o cinema brasileiro e como isso serve de motivação e ponto de apoio para os estudantes de cinema e audiovisual da região, que exibe filmes que estão fora do circuito comercial. Filmes brasileiros que nos mostram novas formas de fazer cinema, além das formas clássicas.
O diretor, conta também o prazer de está fazendo parte da grade dos filmes que serão exibidos: “Fiquei muito contente! Alem de ser a primeira vez de um trabalho exibido, é um trabalho que vai ser exibido em minha cidade, lugar que nasci”. Ao fim da entrevista, Denis deixa uma critica social baseado em Glauber Rocha e no atual período político “É tempo de pensar e refletir. E mais do que nunca, é necessário filmes brasileiros com propósito de alertar á sociedade”.
Após exibição do curta, o estudante de cinema contou como se sentiu ao ver a reprodução do seu trabalho:“ Minha sensação quando eu vi o curta sendo exibido; foi um mix de emoções, é uma felicidade, uma alegria de estar vendo aquele trabalho que a gente fez, sendo exibido todo pronto, e ao mesmo tempo, a gente fica um pouco apreensivo, porque é o primeiro contato público, aberto, que é apresentada a obra, e as pessoas estão tendo contato’’. Além disso, Denis declarou que ele ficou muito instigado em saber o que o público achou, se gostou da obra, ele fala também que é algo muito estimulante de gerar. Finaliza dizendo que é possível se perceber capaz de produzir filmes mesmo com poucos  recursos “Na maioria das vezes é tão difícil achar um edital e selecionar, mas a gente consegue sim fazer cinema, mesmo com todas as dificuldades, sem dinheiro nenhum, pelo contrário, tirando dinheiro do nosso bolso para fazer, é possível fazer. E é gostoso!”.

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